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Monstros, alienígenas, liberdade
Hoje decidi atualizar o blog com múltiplos assuntos. Infelizmente, o primeiro não traz qualquer alegria, muito pelo contrário. O Exército brasileiro apresentou um modelo em tamanho real, na feira de defesa Laad 2009 (Latin America & Defense), do futuro carro blindado sobre rodas destinado a substituir o veterano Urutu EE-11. O veículo, identificado pela sigla VBTP (podem procurar por aí, aqui não será postada qualquer imagem deste), já foi chamado de Urutu 3, e será produzido pela Iveco, subsidiária da Fiat. Nada contra, claro, as Forças Armadas atualizarem sua tecnologia, especialmente devido a certos lunáticos que governam países instáveis com os quais o Brasil faz fronteiras. Mas o que causa muita, muita raiva, é que essa nova Estratégia de Dfesa Nacional está sendo implementada pelas mesmas pessoas que se encarregaram de sucatear a indústria bélica nacional. Um certo subdesenvolvido, enquanto candidato a presidente nas eleições de 1989, nos áureos tempos de pujança da indústria brasileira, afirmou categoricamente que era contra a exportação de nossas armas, "apenas" nosso maior produto de exportação na época. Isso e mais o discurso raivoso de quem iria rasgar contratos no primeiro dia de governo, fez com que novos contratos não fossem, obviamente, assinados. E um contrato com o qual a indústria nacional contava era o da Engesa, fabricante dos famosos blindados Cascavel, Urutu e Jararaca, além do jipe Engesa-4 que ainda é muito conhecido entre o pessoal que faz trilha, com a Arábia Saudita. O produto, que venceu uma concorrência para equipar o Exército daquele país, era o EE-T1 Osório, primeiro grande projeto de veículo principal de combate da empresa. E ele venceu a concorrência diante de modelos de primeiro mundo, como o americano Abrams e modelos da Inglaterra, França e Alemanha. Entretanto, o Brasil vivia o apagar das luzes de um dos governos mais populistas, incompetentes e imbecis de nossa triste história, com a ameaça de que um infinitamente pior a ele se sucedesse. Felizmente não foi o caso, mas todo o processo demorou o suficiente para que estourasse a primeira Guerra do Golfo. Naturalmente, a Arábia Saudita recebeu uma leva de tanques americanos, e nós ficamos chupando o dedo. Três anos depois, a Engesa estava falida. E o que o atual (des) governo faz? Encomenda material, frequentemente sucateado, lá de fora. Vejam o caso dos tanques alemães Leopard 1, que foram projetados nos anos 1960! Enquanto temos ainda coisa muito melhor, produzida aqui mesmo. E quem dá as cartas hoje, no executivo e legislativo? Os mesmos energúmenos que causaram a falência da maior indústria bélica que o Brasil já teve, exportadora e que dava emprego a milhares de trabalhadores, em diversas unidades espalhadas por todo o Brasil! Se não fossem esses paspalhos, poderíamos ainda hoje ter um produto altamente competitivo. Ah, e sim, é este Escritor que vos escreve que está na direção desse magnífico Osório. Uma pessoa ligada a mim era trabalhador da Engesa, um dos muitos que foi para o olho da rua devido a incompetência de certos subdesenvolvidos. E que agora anunciam pomposamente um novo plano de defesa, um castelo de cartas que irá desabar quando sua conveniência política passar, como tudo que é feito neste "país do futuro". Mas tudo bem, passemos a assuntos mais construtivos, e peço perdão pelo desabafo. Vi em certa banca de jornais o excelente número de março da revista Flying Magazine, cuja capa é essa abaixo: Na excelente matéria, a jornalista Lane Wallace conta como foi voar com uma lenda da aviação mundial, o Lockheed U-2. Esse extraordinário avião, que voou pela primeira vez em 1955, ainda hoje está servindo a Força Aérea dos Estados Unidos, e apenas agora suas capacidades foram igualadas pelos modernos aviões não tripulados. O U-2 voa a mais de 22.000 m, literalmente na beirada do espaço. Mas não confiem em mim, leiam a matéria, disponível na íntegra no site da revista: Realmente sensacional! Lane se pergunta, em certo trecho, o que faz um piloto, que pode voar os mais modernos caças, a ser voluntário para um dos aviões mais críticos, difíceis e desconfortáveis de voar, como é o U-2. A reportagem deixa claro o porquê. Assisti finalmente Monstros vs. Alienígenas, mais nova animação da Dreamworks. Simplesmente sensacional! Hilária, muito divertida, e repleta de citações a outros universos da boa e velha Ficção Científica, bela homenagem ao gênero. O único porém é que apenas uma sala, em toda São Paulo, tem uma cópia legendada. Tudo bem que é animação, e nossa dublagem em filmes costuma ser excelente, mas os exibidores bem que poderiam disponibilizar mais cópias no som original. Mas a burrice de certas empresas de mídia nem de longe tira o brilho do filme, que vale demais a pena ser conferido! E finalmente, por incrível que pareça ainda existem aqueles seres de mente fechada, que se auto-intitulam "céticos" mas que na verdade são fanáticos da não-crença, que não aceitam qualquer hipótese de discutir a Ufologia. Pois bem, mas agora essa matéria "não séria", segundo eles, faz parte do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas.  Lembram os subdesenvolvidos de que falamos acima? Pois é, são os mesmos que fazem juras de liberdade, democracia e transparência, mas que seguidamente atacam esses valores fundamentais de qualquer sociedade civilizada. E é contra isso, e pelo direito ao livre acesso a informações governamentais, que a Comissão Brasileira de Ufólogos, CBU, tem capitaneado desde 2004 a campanha UFOs, Liberdade de Informação Já. E agora o reconhecimento, pois nós ufólogos fomos convidados a fazer parte dessa iniciativa, ao lado de entidades tais como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional de Jornais (ANJ), Contas Abertas, Transparência Brasil, e várias outras. Confiram em: É, Ufologia não é nada séria mesmo, e nem devem ser todas essas entidades aí listadas, não é mesmo? Bom, por enquanto é isso. Ah, pequeno momento marchand, está disponível nos links aí ao lado tais como da Livraria Cultura e da Martins Fontes, além da Tarja Livros, meu livro, De Roswell a Varginha, falou? Então, até a próxima!
Escrito por Escritor às 18h15
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