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Sábado, falta pouco...

Escrito por Escritor às 16h28
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QUARTA X
Ficção Científica e Realidade
"TODAS AS MENTIRAS LEVAM A VERDADE", Scully para Skinner, Em Busca da Verdade.
"AS NECESSIDADES DE MUITOS SOBREPUJAM AS NECESSIDADES DE POUCOS, OU DE UM", Spock para Kirk, Jornada nas Estrelas II, A Ira de Khan.
Essas duas importantes e marcantes frases, mais alguns acontecimentos recentes em uma nação não tão distante, levaram-me a escrever esta Quarta X, o primeiro texto bem sério do ano.
A primeira realmente dispensa comentários. Dificilmente se pode encontrar frase, na Ficção Científica, mais adequada para descrever os tristes tempos atuais na Terra Brasilis.
A segunda é um contraponto chocante, sem dúvida, pois mostra o quanto estamos absurdamente atrasados em relação as maiores utopias do gênero Fantástico. De fato, concordo que a culpa é minha, pois a comparação com Jornada nas Estrelas é talvez a mais cruel que se possa fazer.
Algum de vocês, meus caros leitores, realmente concorda com a tese de que um salário de 12.800 reais é pouco? Pois o recentemente eleito presidente da Câmara dos Deputados, o terceiro posto mais importante do país, está propondo aumentar esse valor, já recebido pelos congressistas, para 21.500 reais. Mais outro substancial aumento na verba de gabinete.
Evidentemente, tal aumento se seguirá a uma cascata de outros aumentos, em todas as câmaras de deputados estaduais e de vereadores pelo país afora. E aumentos também no Judiciário.
Esse mesmo senhor é favorável a férias de 3 meses para os congressistas, pois os mesmos têm que "visitar as bases". É contra o aborto em qualquer circunstância, bem como contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Contra a pesquisa com células tronco, que pode beneficiar incontáveis pessoas, tão necessitadas de esperança. E já se pronunciou contra a "pouca-vergonha" na tv, ou seja, já deixa transparecer opinião favorável a tutela estatal nos meios de comunicação.
O Congresso Nacional é uma instituição absolutamente essencial a democracia. Que o senhor presidente de tal Casa tenha suas opiniões, por mais medievais que sejam, ótimo. Que as queira impingir como um monarca absolutista a toda a sociedade, é inaceitável.
Mais "pérolas", digamos assim. Esse senhor quer derrubar a cláusula de barreira, ou seja, um partido só pode ter acesso ao fundo partidário e a tempo na TV se tiver 5 % dos votos para deputado federal em todo o país. O presidente da Câmara, um dos parlamentares mais conhecidos por trocar de partido conforme a conveniência, quer diminuir o percentual para 2 %.
Evidentemente, isso significará que partidos nanicos, verdadeiras legendas de aluguel, serão privilegiados, tendo os mesmos direitos que partidos grandes e constituídos com um mínimo de coerência de idéias.
Sem contar que a chamada bancada evangélica já se movimenta para criar um partido, o que por si só já se constitui em ameaça para um dos pilares de qualquer sociedade democrática e civilizada, a total separação entre religião e estado.
Mais acontecimentos que nem sequer um péssimo autor de Ficção Científica pensaria em escrever, sabem quem é o novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça no Congresso? Nenhuma idéia? Pensem primeiro em "coroné", e depois no famoso caso da violação do painel de votação do Senado. Inacreditável, é tudo que posso comentar!
Nosso presidente recentemente manifestou ser favorável a aumento salarial para os funcionários públicos. Aqueles mesmos que possuem estabilidade no emprego. Os mesmos que têm garantida aposentadoria integral, com os mesmos aumentos dos funcionários da ativa.
Vocês esperam ainda uma queda nos juros, ou diminuição na carga tributária? Melhor aguardar sentados... Não com o partido presentemente no poder, que sempre defendeu o "estado forte", em contraposição ao "neoliberalismo" do governo anterior. Aliás, como o Brasil pôde ser um dia, há bem pouco tempo, "neoliberal", sem que nunca, jamais, tenha sido um país liberal?
Continua abaixo...
Escrito por Escritor às 14h17
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QUARTA X
Continuação...
Nosso presidente também afirmou, em discurso na semana passada, ter ordenado a certo "companheiro" que não divulgasse que uma instituição estatal estaria falida, ao assumir o governo. O tal "companheiro" teria dito que o processo de corrupção no governo passado foi muito grande, que resultou na situação calamitosa descrita.
Em primeiro lugar, processo de corrupção muito grande? Quer dizer que um mínimo de corrupção é aceitável?
Em segundo, que direito qualquer servidor público tem, mesmo que seja o presidente, em ordenar a não divulgação de informações tão graves, no caso de as mesmas serem verdadeiras? Nada menos, a autoridade maior da nação afirmou ter acobertado um caso de corrupção.
Qual foi mesmo a primeira frase que expus acima?
Evidentemente os partidos da oposição já se movimentaram para tirar proveito político do fato, ameaçando com processos e outros dispositivos. E aquele mesmo presidente da Câmara já afirmou que deverá arquivar o pedido de processo.
Enquanto isso, ministros e outros funcionários do governo afirmam que o presidente não disse o que o ouvimos dizer. Ou realmente acreditam nas bobagens que andam falando, ou acreditam que somos todos estúpidos.
Afirmam que o acobertamento foi realizado no interesse maior da nação. Quantas barbaridades foram mesmo realizadas, em nome do interesse nacional?
É interessante que, na oposição, esse mesmo partido não mostrou qualquer disposição de agir no melhor interesse da nação, quando sabotou projetos importantes para o país, fazendo tudo a seu alcance para fragilizar o governo anterior. Claramente apostando no famoso "quanto pior, melhor", como confessado pelo anterior presidente da Câmara, quando este afirmou que seu partido tinha um "projeto de poder".
Projeto de poder sim, mas conforme estamos vendo hoje, indiscutivelmente não tinham, e continuam não tendo, qualquer projeto de governo.
Um certo e poderoso ministro já afirmou que "o feitiço pode virar contra o feiticeiro". É interessante como tal ameaça contradiz as palavras do ministro, quando o mesmo fala com tanto gosto em democracia e diversidade. Mas parecem totalmente adequadas a alguém que vai tirar férias em Cuba sempre que surge a oportunidade.
E o governo está pretendendo formar agentes da ABIN, a Agência Brasileira de Inteligência, em Cuba. Preciso realmente argumentar?
Enquanto mais uma crise afeta a República, reformas e projetos essenciais, tão necessários ao país e a todas as pessoas produtivas da sociedade, continuam parados.
Já que tocamos nisso, é interessante como todo e qualquer membro deste governo afirma, em recentes pronunciamentos, que tal projeto é republicano, ou que tal atitude do governo passado não foi republicana... Alguém saberia explicar que estranha nova moda é essa?
Pois a palavra república vem, se bem lembro, do latim res publica, coisa do povo, coisa pública.
E é interessante como quase todos os problemas do Brasil derivam do fato de muitos personagens da cena política brasileira tratarem a coisa pública como se fosse privada, ou mais especificamente, privada no sentido de pertencer a eles.
Fico impressionado que toda essa reflexão que acabaram de ler veio apenas de uma análise inicial a respeito de duas simples frases, de alguns dos mais bem sucedidos universos da Ficção Científica.
Sei que está começando a virar clichê aqui no Escritor Com R, mas fico mais impressionado por ainda ter gente que diz que Ficção Científica é um gênero escapista!
Quem sabe, se as figuras públicas deste país, ao menos os de capacidade intelectual suficiente (já que a FC não é um gênero fácil), sem preguiça de aprender e pensar, assistissem a tantas produções maravilhosas, Arquivo-X e Jornada nas Estrelas entre as mesmas, a situação deste país não poderia melhorar um pouco...
Ainda dá para conferir o Espaço Literatura, aí abaixo. Que continuará na próxima terça.
Até mais!
Escrito por Escritor às 13h13
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Terça, Espaço Literatura
O Caso Guabiraba
Sítio Boa Esperança. Proximidades de Barra de Guabiraba, Pernambuco. 4 de agosto, 21:56 h.
A festa de casamento seguia animada, e até o padre, vindo da igreja de Barra do Guabiraba, se encantou com a fartura de comida e bebida. A atração principal, uma dupla sertaneja famosa por todo o estado, que já havia gravado dois discos, só iria começar a tocar por volta das dez e meia da noite. Enquanto isso dois amigos do noivo, que formavam uma dupla de repentistas conhecida na cidade, entretinha o povo. Os noivos ainda recebiam os cumprimentos, e a festa não poderia estar melhor. A noite era estrelada e sem Lua, e apesar da época do ano fazia muito calor. Subitamente, um estrondo como o de um trovão ecoou pelo sertão. Todos se assustaram, e muitas pessoas gritaram. Alguns olharam para cima, e muitos dedos foram apontados para o céu, acompanhados de frases como: - Diacho, que raio que é aquilo? - Olha, olha! - Meu Deus, o mundo está se acabando! Vários objetos muito luminosos riscavam o céu, deixando trilhas em seus rastros. Alguns ainda tiveram tempo de olhar adiante, na direção oeste, e perceberam um objeto muito maior quase desaparecendo atrás das serras do lugar. Outro estrondo encheu a noite, não tão grande quanto o primeiro, mas suficiente para provocar medo ainda maior no povo. Apavorados, cada um tratou de fugir dali o mais depressa possível. Outros ruídos, parecendo explosões, aconteceram muito mais perto, mas a essa altura poucos sobraram para prestar atenção. A festa havia acabado.
Centro de Barra de Guabiraba. 4 de agosto, 22:04 h.
As ruas de cidade pequena em pleno sertão estavam de uma hora para outra cheias de gente, despertas pela série de estrondos. Todos estavam muito assustados, e os que viram as luzes no céu falavam sem parar a respeito. Uma mulher não prestou atenção aos relatos. Não parecia nem um pouco assustada, aliás, quando caminhou para o jipe e sentou-se ao volante. Consultou um mapa, e a seguir marcou a direção que os objetos riscando o céu haviam tomado com um GPS. Nada satisfeita, guardou tudo em sua mochila, e pensou por um momento enquanto via o movimento na rua. Muitas pessoas ainda estavam de pijama, com medo de voltarem para casa. As vozes mais elevadas já falavam em fim de mundo. - E poderia até ser, disse a mulher de si para si. Ligou o carro, e cantando os pneus fez a volta na rua e tomou o rumo da saída da cidade, seguindo a placa que apontava a distância até a capital Recife. Ao mesmo tempo, apanhava um celular codificado via satélite, e discava um número de São Paulo...
BLF Informática, centro de São Paulo. 4 de agosto, 22:18 h.
O telefone reservado para chamadas de emergência tocava insistentemente, e como sempre, foi Leandro que atendeu, reclamando dos companheiros: - Belos sócios, achando que podem sair todo sábado a noite... Alô! - Leandro, é Angelina. Estou em Pernambuco, saindo de um lugar chamado Barra de Guabiraba. Aconteceu uma coisa...
Cerca de oito quilômetros de Guabiraba. 5 de agosto, 1:25 h.
As estradas da região cortavam dezenas de vilas, fazendas, sítios, e apesar de serem de terra eram relativamente transitáveis por qualquer veículo. Levando em conta as belezas naturais da região, eram muito frequentadas por praticantes de esportes radicais e todo tipo de gente interessada em contato com a natureza. Dois carros percorriam devagar uma das estradas, ocupados por um grupo que fazia turismo pela região. Já haviam visitado Caruaru, Gravatá e Bezerros, e aproveitavam a noite clara para voltar para Barra do Guabiraba. Evidentemente, o assunto nos dois carros não poderia ser outro, pois também testemunharam o estranho fenômeno.Todos falavam ao mesmo tempo, e os testemunhos coincidiam num ponto. Houve um primeiro raio de luz, seguido por uma explosão que estremeceu toda a região, e então dois rastros denunciavam o mesmo número de objetos percorrendo uma trajetória descendente. Rastros menores encheram todo um quadrante do céu, e dentro dos dois carros se especulava o que poderia ser aquilo. Os motoristas, evidentemente, gostariam de chegar a cidade o mais depressa possível, e conduziam os veículos com algumas sacudidas mais fortes. O rapaz ao volante do primeiro carro dava risada diante de uma observação de um dos incrédulos do grupo, sentado a seu lado, e que dizia que todos deveriam ter exagerado na bebida aquela noite. Mas não podia negar, evidentemente, os objetos luminosos no céu, nem os estrondos que ouviram. O motorista ainda ria, tentando prestar atenção ao caminho, quando subitamente, pareceu-lhe que uma pessoa, surgida de repente vinda do lado esquerdo, cruzou a estrada ladeada por mato alto de ambos os lados. Freou repentinamente, o que assustou a todos. O tranco do segundo carro batendo atrás deles os assustou ainda mais, e alguma das meninas começou a gritar. O sujeito sentado no assento da direita gritou mais ainda, quando viu o que quase atropelaram. O motorista, entretanto, não falava palavra. Completamente lívido e mudo de espanto, contemplava o vulto iluminado pelos faróis do carro, que parou por alguns segundos diante do mesmo. O ser olhava para eles com os imensos olhos vermelhos, exibindo ainda a pele marrom e três protuberâncias no alto da cabeça, grande e desproporcional ao corpo magro. Correu para o lado oposto da estrada instantes após. Nesse momento todos começaram a gritar, até os ocupantes do segundo carro, que haviam descido para assegurar-se que os amigos estavam bem.
Continua abaixo...
Escrito por Escritor às 12h54
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Terça, Espaço Literatura
Continuação...
Proximidades do Sítio dos Caranguejos, 16 km de Guabiraba. 5 de agosto, 3:59 h.
Maria tinha dez anos, e foi acordada por uma luz passando entre as frestas da parede de tábuas. Ela e a família moravam em uma pequena vila, que nos últimos tempos, graças ao turismo, andava movimentada. O pessoal do sul do país vinha acampar e conhecer as belezas naturais, e os moradores conseguiam um substancial aumento da renda servindo como guias por toda a região. A menina, intrigada com aquela luz, saiu do quarto que dividia com os irmãos e caminhou até a pequena sala da frente da casa. A luz continuava lá. Batidas na porta também de madeira a fizeram estremecer. Apesar de estar com medo, a curiosidade era maior, e ela deu dois passos aproximando-se da porta. Novas batidas. Ela levou as mãos ao rosto, definitivamente amedrontada. Havia ouvido muitas histórias da caaipora, que vinha assombrar as casas dos vivos de madrugada. Passos atrás dela, e sua mãe a agarrou, ao mesmo temo recitando velhas rezas que conhecia desde criança, para espantar o coisa-ruim. Mas as batidas continuavam na porta, que finalmente se abriu, inundando de luz a pequena sala. E, em meio a luz, uma silhueta muito magra e de cabeça grande parecia olhar para Maria e sua mãe.
Sítio Nossa Senhora do Agreste. 5 de agosto, 6:27 h.
O “zumzumzum” já corria solto por toda a região, e até mesmo seu Francisco ficou espantado, ao ouvir pelo rádio as mais recentes notícias. Havia duas emissoras em Guabiraba, e nas duas não se falava em outra coisa. Os depoimentos eram os mais diversos possíveis: - Eu vi o “troço” passando bem alto lá no céu, achei que era o fim do mundo! - Parecia a espada de São Jorge! - O pastor da igreja disse que é obra do capeta! Seu Francisco não acreditava em nada daquilo, dizendo para a esposa: - Esse povo gosta é de “contá” história... Dona Maria, pelo contrário, estava com muito medo, pois tinha acordado de madrugada, pensando ter ouvido alguma coisa. Mas os dois tinham mais a fazer do que ficar dando ouvidos para aqueles eventos, então logo saíram para suas atividades habituais. Ela foi acordar os filhos do casal, e ele foi cuidar da roça. Seu Francisco saiu da casa, percorrendo uma trilha que corria paralela a cerca de arame que delimitava sua propriedade. Algumas dezenas de metros adiante, percebeu um grupo de pessoas do outro lado da cerca, olhando com muita atenção para alguma coisa do seu lado. Reconheceu os vizinhos, e cumprimentou-os quando se aproximou. Apenas um e outro se virou para responder, a maioria das sete ou oito pessoas continuava olhando para a mesma direção. Foi quando seu Francisco viu, em meio as primeiras plantas da roça, o que tanto atraía a atenção do povo. Um pedaço irregular de metal de quase um metro de comprimento, avermelhado em algumas partes, jazia meio enterrado no solo. Algumas pessoas da cidade logo apareceram para ver a novidade, e lá pelo meio da tarde vieram o delegado Esperidião de Barra de Guabiraba, acompanhado dos guardas Severino e Augusto, que depois de conversarem com seu Francisco colocaram o pedaço de metal na caçamba da picape da guarda municipal, e voltaram para a delegacia. - Nunca se sabe, disse o delegado Esperidião, isso aí pode ter algum negócio estranho, radiação, sei lá o quê! Seu Francisco nunca havia ouvido falar daquele negócio estranho de radiação, mas concordou. A fama do delegado Esperidião era de pessoa estudada, honesta e ponderada. E afinal, todo aquele povo andando em sua propriedade iria acabar estragando sua roça. Seu Francisco acabou gostando de se ver livre daquele “troço”, embora o primo do vizinho, um dos curiosos, tenha perguntado se o pedaço não deveria ficar com ele: - Afinal, seu Francisco, o negócio caiu na sua propriedade! Eu acho é que o senhor deveria era ganhar algum dinheiro por isso, não é não? Seu Francisco ficou a pensar naquilo, mas decidiu que o que queria mesmo era paz para cuidar de sua roça. Ficou contente pelo pedaço de metal não ter destruído muitas das plantas, de onde vinha o sustento de sua família. Só achou estranho quando, lá pelo final da tarde, um helicóptero com cores camufladas, cheio de gente armada, pairou fazendo muito barulho sobre seu sítio. Os vizinhos novamente apareceram para saber o que causava aquele barulhão. Eles olharam para seu Francisco com caras muito feias, e finalmente o aparelho, sem chegar a pousar, ganhou altura e desapareceu atrás do morro, seguindo para o interior. - Ôxe, que dia mais doido, sô, ainda disse seu Francisco.
Continua no Espaço Literatura da próxima terça.
Os personagens, conceitos e situações presentes no conto acima baseiam-se em obras ainda inéditas, todas devidamente registradas na Fundação Biblioteca Nacional. É vedada a cópia ou reprodução por qualquer meio sem a prévia autorização do autor. Esta é uma obra de ficção, e qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais terá sido mera coincidência. Contato pelo email escritorcomr@uol.com.br .
Até mais!
Escrito por Escritor às 12h53
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