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Sexta Ufológica
Mais uma Sexta Ufológica, e mais um monte de assuntos relacionados! Primeiro, essa é também a última do ano. Teremos mais a próxima Segunda Literária, com a ansiosamente aguardada conclusão do conto A Rocha Natalina. Depois, ainda não tenho certeza do que fazer. De certo, mesmo, é que novas histórias aqui no blog só depois do carnaval. Não queria fazer como o restante do país, quando o ano só começa após essas festas, mas... Para o restante da programação, estou pensando em uma reestruturação. O fato é que escrever para o blog toma tempo, e como sempre faço questão de qualidade, tudo fica muito apertado. De qualquer forma, a partir de janeiro, espero que continuem visitando, pois é bem provável que eu siga fazendo posts esporádicos dentro desse período de recesso.
E garanto que a próxima história a ser aqui publicada será imperdível!
The 4400 termina hoje no Universal Channel. Como já dito, a UFO 105 que está nas bancas traz um artigo de minha autoria sobre essa excepcional produção. Felizmente, estão confirmados mais 13 episódios na segunda temporada que, esperemos, não demorem a aportar por aqui!
Ah, e também nas bancas a Scifi News 82 de dezembro, espero que tenham gostado do conto de Natal da série A Lista!
Essa semana tivemos outra agradabilíssima surpresa, a confirmação da exibição da magistral produção de Steven Spielberg, Taken, na FOX! Está sendo anunciada para breve no Sci Fox, aparentemente um bloco na programação do canal, dedicado a Ficção Científica. Não poderia haver notícia melhor, parabéns a FOX pela iniciativa! Esperemos que a caixa com os DVDs de Taken também chegue logo a nossas lojas.
A NASA anunciou essa semana mais evidências de que regiões de Marte estiveram cobertas por água no passado. A descoberta foi feita pelos rovers Spirit e Opportunity, que sem dúvida já entraram para a História da exploração espacial terrana (no dizer da excepcional série de livros Perry Rhodan). Mais uma vez, constatamos que Carl Sagan estava certo. Permanece no ar uma grande questão que ele apontou, que ao que tudo indica, está em vias de se tornar brevemente assunto de amplos debates aqui na Terra. E se Marte de fato tiver vida, o que faremos com esse planeta? Descobrimos, nos últimos anos, que a vida é tenaz e quase impossível de ser erradicada. O fato de Marte ter tido água no passado é quase prova de que teve vida também, e o mais provável é que vida, de alguma forma, ainda exista no Planeta Vermelho. Pois, em mais uma confirmação de que a realidade imita a arte, o personagem do ator Jeff Goldblum no primeiro Jurassic Park afirmou, "a vida não pode ser contida, a vida encontra um meio". E se de fato existirem marcianos? O grande Carl Sagan afirmava, então, que Marte pertencerá a eles, mesmo que sejam micróbios. A existência de vida em um planeta próximo, escreveu ele em sua estupenda obra Cosmos, é um tesouro muito além de nossos direitos, e a preservação dessa vida antecede qualquer uso que possamos imaginar para Marte.
Finalmente, já que o assunto dos documentos secretos do governo está a toda na grande mídia, não podemos deixar de lembrar da campanha Liberdade de Informação Já, da revista UFO:
Continua abaixo...
Escrito por Escritor às 14h22
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Sexta Ufológica
Continuação...
Manifesto da Ufologia Brasileira
A Comunidade Ufológica Brasileira, representada por ufólogos individuais e grupos de pesquisas, investigadores, estudiosos e simpatizantes da Ufologia, que firmam o presente abaixo-assinado, reúne-se através deste documento, sob coordenação da Revista UFO , para se dirigir às autoridades brasileiras, neste ato representadas pelo excelentíssimo senhor presidente da República e pelo ilustríssimo senhor Comandante da Aeronáutica, para apresentar os seguintes fatos:
1. É de conhecimento geral que o Fenômeno UFO, manifestado através de constantes visitas de veículos espaciais ao planeta Terra, é genuíno, real e consistente, e assim vem sendo confirmado independentemente por ufólogos civis e autoridades militares de todo o mundo, há mais de 50 anos. 2. O fenômeno já teve sua origem suficientemente identificada como sendo alheia aos limites de nosso planeta, os veículos espaciais que nos visitam de forma tão insistente são originários de outras civilizações, provavelmente mais avançadas tecnologicamente que a nossa, e coexistem conosco no universo, ainda que não conheçamos seus mundos de origem. 3. Tais civilizações encontram-se num visível e inquestionável processo de contínua aproximação à Terra e de nossa sociedade planetária, e, assim agindo em suas manobras e atividades, na grande maioria das vezes não demonstram hostilidade para conosco. 4. É notório que as visitas de tais civilizações não-terrestres ao nosso planeta têm aumentado gradativamente nos últimos anos, segundo comprovam as estatísticas nacionais e internacionais, tanto em quantidade quanto em profundidade e intensidade, representando algo que requer legítima atenção. 5. Em virtude do que se apresenta, é urgente que se estabeleça um programa oficial de conhecimento, informação, pesquisa e respectiva divulgação pública do assunto, de forma a esclarecer à população brasileira a respeito da inegável e cada vez mais crescente presença extraterrestre na Terra.
Assim, considerando atitudes assumidas publicamente em vários momentos da história, por países que já reconheceram a gravidade do problema, como Chile, Bélgica, Espanha, Uruguai e China, respeitosamente recomendamos que o Ministério da Defesa, da República Federativa do Brasil, ou algum de seus organismos, a partir desse instante, formule uma política apropriada para se discutir o assunto nos ambientes, formatos e níveis considerados necessários. A Comunidade Ufológica Brasileira, neste ato representada pelos estudiosos nacionais abaixo-assinados, com total apoio da Comunidade Ufológica Mundial, deseja oferecer voluntariamente seus conhecimentos, seus esforços e sua dedicação para que tal proposta venha a se tornar realidade e que tenhamos o reconhecimento imediato do Fenômeno UFO. Como marco inicial desse processo, e que simbolizaria uma ação positiva por parte de nossas autoridades, a Comunidade Ufológica Brasileira respeitosamente solicita que o referido Ministério abra seus arquivos referentes a pelo menos três episódios específicos e marcantes da presença de objetos voadores não identificados em nosso Território:
(a) A Operação Prato , conduzida pelo I Comando Aéreo Regional (COMAR), de Belém (PA), entre setembro e dezembro de 1977, que resultou em volumoso compêndio que documenta com mais de 500 fotografias e inúmeros filmes a movimentação de UFOs sobre a Região Amazônica, da forma como foi confirmado pelo coronel Uyrangê Bolívar Soares de Hollanda Lima .
(b) A maciça onda ufológica ocorrida em maio de 1986, sobre os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, entre outros, em que mais de 20 objetos voadores não identificados foram observados, radarizados e perseguidos por caças a jato da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo afirmou o próprio ministro da Aeronáutica na época, brigadeiro Octávio Moreira Lima.
(c) O Caso Varginha , ocorrido naquela cidade mineira em 20 de janeiro de 1996, durante o qual integrantes do Exército brasileiro, através da Escola de Sargentos das Armas (ESA), e membros da corporação local do Corpo de Bombeiros, capturaram pelos menos dois seres de origem não-terrestre, segundo farta documentação já obtida pelos ufólogos brasileiros e depoimentos comprobatórios oferecidos espontaneamente por integrantes do próprio Exército, que tomaram parte nas manobras de captura, tratamento e remoção das criaturas.
Absolutamente conscientes de que nossas autoridades civis e militares jamais descuidaram da situação, que tem sido monitorada com cuidado e atenção ao longo das últimas décadas, sempre no interesse da segurança nacional, julgamos que a tomada da providência acima referida solidificará o início de uma próspera e proveitosa parceria.
O Manifesto e os demais textos da campanha, bem como documentos oficiais dos militares brasileiros (em PDF), podem ser lidos a partir do link: http://www.ufo.com.br/texto3.php .
Na próxima Segunda Literária, a conclusão do conto A Rocha Natalina. Até mais!
Escrito por Escritor às 14h21
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QUARTA X
E 2004 está acabando! É impressionante como este ano passou rápido. Parece que foi ontem que comemorávamos tantos eventos muito bem sucedidos, a chegada de O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei aos cinemas... Foi um ano de altos e baixos, sem dúvida. No cinema foi excelente, tivemos filmes maravilhosos que comprovaram que nosso gênero Fantástico está mais forte do que nunca. Infelizmente, o mesmo não se viu na tv. Muitos seriados de hoje são notícia mais pelo tom apelativo do que por roteiros provocativos e inteligentes. Felizmente houve exceções, como a deslumbrante minissérie Taken, e a recente The 4400, que acaba de se tornar seriado regular. Esperemos que marquem a volta da vida inteligente para a televisão! Claro que houve alguns percalços, e pessoalmente, conheci aspectos da personalidade humana dos quais preferiria ter mantido distância. Não falo, felizmente, da maldade, mas de algo menor, a ruindade apenas, na forma de picuinhas, traições, tramas criadas por egomaníacos que quase chegaram a me atingir. Felizmente, aspectos menores de um ano que foi, sim, muito bom e importante! Como escritor dei passos significativos, e acredito estar no limiar de uma nova e brilhante fase. E, acima de tudo, este ano foi marcante porque descobri quem são as pessoas, os amigos e amigas, que de fato fazem a diferença. Que fazem acreditar, e acreditar, ter esperança, é fundamental para viver em nossa sociedade. E acreditar é algo que tem tudo a ver com esta época, portanto farei uma pequena citação a seguir.
"Sim, Virginia, existe Papai Noel Página editorial do jornal "The New York Sun" , em 1897.
Nós temos o prazer de responder à carta abaixo, expressando ao mesmo tempo nossa gratidão por sua autora estar entre os leitores fiéis do The Sun.
Eu tenho 8 anos. Alguns dos meus amiguinhos dizem que Papai Noel não existe. Meu pai sempre diz, “se estiver no "Sun" , então existe”. Por favor, diga-me a verdade: Papai Noel existe? Virginia O´Hanlon
Virginia, seus amiguinhos estão errados. Eles têm sido afetados pelo ceticismo de uma era marcada pela descrença das pessoas. Eles não acreditam no que não vêem. Eles não acreditam no que suas pequenas mentes não podem entender. Todas as mentes, Virginia, são pequenas, não importa se são de crianças ou de adultos. Neste nosso grande universo, o homem é um mero inseto, uma formiga, quando seu cérebro é comparado com o infinito mundo ao seu redor, ou quando ele é medido pela inteligência capaz de absorver toda a verdade e conhecimento. Sim, Virginia, existe Papai Noel. É tão certo que ele exista, como existe o amor, a generosidade e a devoção, e você sabe que tudo isso existe em abundância para dar mais beleza e alegria a nossas vidas. Ah! Como o mundo seria sombrio se Papai Noel não existisse! Seria tão triste como se não existissem Virginias. Não haveria então a fé das crianças, a poesia, nenhum romance que tornasse tolerável a existência. Nós não teríamos nenhuma felicidade, exceto em nossos sentidos. A luz acesa com a qual as crianças enchem o mundo estaria apagada. Não acreditar em Papai Noel! É como não acreditar nas fadas. Você deveria pedir ao seu pai que contratasse muitos homens para que eles vigiassem todas as chaminés, e assim você pegaria o Papai Noel, mas, mesmo que você não o veja descendo por uma das chaminés, o que isso provaria? Ninguém vê Papai Noel, mas não há nenhum indício de que ele não existe. As coisas mais reais deste mundo são aquelas que nem as crianças e nem os adultos podem ver. Você já viu as fadas dançando no campo? Claro que não, mas não existem provas de que elas não estão lá. Ninguém pode compreender ou imaginar todas as maravilhas do mundo que são invisíveis e que nunca poderão ser admiradas. Você quebra o chocalho de um bebê e vê o que faz o barulho por dentro dele, mas existe um véu que cobre o mundo invisível, que nem mesmo o homem mais forte, nem mesmo a união das forças dos homens mais fortes do mundo poderia rompê-lo. Apenas a fé, a poesia, o amor e a imaginação podem abrir esta cortina, ver e pintar a beleza sobrenatural e a glória que estão por trás dela. E tudo isso é real? Ah, Virginia, em todo esse mundo não há nada mais real e permanente. Não existe Papai Noel? Graças a Deus que ele vive, e que viva para sempre. Daqui a mil anos, Virginia, ou daqui a cem mil anos, ele continuará a trazer alegria para o coração das crianças."
E, quero dizer, por que acreditar na maldade? Em intrigas e picuinhas? Por que acreditar, como os medíocres e incapazes fazem, que de boas intenções o inferno está cheio, apenas e exclusivamente para se manterem parados de forma hipócrita e comodista, sem contribuir com os esforços de quem quer de fato fazer a diferença? Podem me chamar de tolo, iludido, otimista infantil que tem a cabeça nas nuvens. Mas prefiro acreditar na amizade. No esforço por realizar algo significativo, que traga algo de positivo para as pessoas. Sábio aquele que disse que, entre falar algo que nada trará de positivo, o melhor a fazer é calar-se!
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Escrito por Escritor às 09h54
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QUARTA X
Continuação...
Aproveito a deixa para fazer um convite a todos. Será realizado no próximo dia 15 de janeiro, no Memorial do Imigrante em São Paulo, o Scifi eXperience. O tema do evento, a imigração, é recorrente na Ficção Científica e Fantasia, portanto nada mais lógico que realizar o mesmo no Memorial do Imigrante. Beneficiar e auxiliar a manter o mesmo, aliás, é um dos objetivos do evento, e maiores informações podem ser obtidas em http://geocities.yahoo.com.br/remiemichaud , e http://www.memorialdomigrante.sp.gov.br . Aqui, me permitam um desabafo. Certos indivíduos (lembram daqueles vampiros que só sabem levar suas pobres existências se estiverem falando mal das pessoas?), andam espalhando mentiras sobre os organizadores desse evento. Não vale absolutamente a pena descrevê-las aqui. Só pergunto o seguinte, se é um evento para reunir os fãs de Fantasia e Ficção Científica para passarem um dia gostoso, conversando e realizando atividades a respeito dos universos fantásticos que tanto amamos, e além de tudo, como exposto, servirá ainda para auxiliar na manutenção de uma instituição importante como o Memorial do Imigrante, por que qualquer um seria contra isso? Será que isso significa que tais medíocres indivíduos são contra os fãs? Contra a Ficção Científica e Fantasia, para as quais, aliás, sempre lutamos? Ou, ainda pior, significa que esses indivíduos são contra os imigrantes? Contra os nordestinos, tanta gente de todo o Brasil, e ainda mais, contra japoneses, espanhóis, portugueses e tantos outros imigrantes de tantas nacionalidades, que ajudaram a construir este caldeirão cultural que é São Paulo, e por conseguinte, o Brasil? Dos motivos desses indivíduos, que não conheço nem quero conhecer, nunca poderia imaginar que entre os quais estaria o preconceito... Não consigo, como decerto os próprios leitores neste momento, pensar em outro qualificativo para tal atitude, que não seja abominável. E é interessante que isso venha de seres que se dizem fãs de gêneros tão engajados como a Fantasia e especialmente a Ficção Científica, que carrega em sua gênese, em seu âmago como razão primordial de sua existência, a luta contra os preconceitos, a injustiça, a mentira e a mediocridade, celebrando a imaginação e o gênio humano, a liberdade e a aceitação das diferenças. Exatamente o que pretendemos celebrar com o Scifi eXperience! Deixemos, portanto, a mediocridade que teima em resistir, e lembremos com algumas outras citações, as razões pelas quais tanto amamos a Fantasia e a Ficção Científica, e que dedico a minhas amigas e meus amigos!
Os interesses de muitos sobrepujam os interesses de poucos, ou de um. Eu tenho sido, e serei sempre, seu amigo! Vida longa, e próspera.
Pelo meu tamanho me julga? E não deveria fazê-lo, pois meu aliado é a Força! E um poderoso aliado ela é! A vida a cria. Ela nos cerca e penetra, nos mantém unidos. Luminosos seres nós somos, não esta tosca matéria! Que a Força esteja com você!
Em meio a todo o caos e mentira, houve uma coisa que não mudou. Você era minha amiga, e me contou a verdade. Você foi minha pedra fundamental! Você me salvou. Por mais frustrante que fosse, a droga do seu racionalismo me salvou dúzias de vezes. Você me manteve honesto. Me fez uma pessoa íntegra. Devo tudo a você! Eu só confio em você. Se o tubarão pára de nadar, ele morre. Não páre de nadar! Se desistirmos agora, eles vencem!
Enfim, queridos leitores, esta é a última Quarta X do ano. Até Escritores entram em férias, hehehehe. Quero, antes de mais nada, agradecer a todos que deram audiência a este modesto blog, e dizer que estou preparando muitas coisas para 2005, sempre tendo em mente o objetivo de trazer algo de positivo e transformador para quem lê. E finalmente, a todos os meus amigos, e todas as minhas amigas, vocês sem dúvida fizeram a diferença neste maluco, incrível, doido e maravilhoso 2004. Quero agradecer a cada um de vocês pelo apoio, carinho e amizade. Dizem que amigo não é aquele que te acompanha ao inferno, é aquele que não te deixa chegar lá. E, mesmo que tal prova não fosse absolutamente necessária, vocês se cansaram de mostrar porque vale a pena acreditar e celebrar, acima de tudo, a amizade. Nunca poderei agradecer suficientemente por isso. Só posso dizer que tenho orgulho de desfrutar de sua amizade, a Força maior que nos impele a superar os desafios. Que todos vocês tenham um maravilhoso Natal, e um Ano Novo repleto de alegrias, vitórias, realizações, saúde, felicidade, paz e amor. Obrigado, acima de tudo, por serem meus amigos. E continuem, sempre, a acreditar!
Na próxima Segunda Literária, o último post do ano, com a conclusão do conto A Rocha Natalina. Até mais!
Escrito por Escritor às 09h53
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Terça, e alguns assuntos
Hoje terça, como as vezes acontece, dia de comentários!
Saiu a Scifi News 82, belíssima edição de final de ano. Destaques de capa, o lançamento em dvd de Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban, e Os Incríveis. Matéria sobre magos e bruxas na tv e cinema, comentários sobre episódios de Natal de nossos seriados preferidos, mais um conto da série A Lista... Imperdível!
Está no Brasil, mais uma vez, a belíssima e talentosíssima cantora italiana Laura Pausini, da qual sou grande fã. Tenho praticamente todos os cds! E a ela, gostaria de dedicar mais uma Pílula Literária, na forma de um poema que escrevi há alguns anos.
Para Laura com amor
Quando ela canta, o mundo parece mudar. A melodia que nos preenche fala de amizade, paz, De romance e amor nos canta Laura. Procuro por um anjo com seu nome, Pois não viemos do céu, apesar de minha certeza De que de lá nos enviaram você. Ah, como eu sonho com você! Você faz o mundo melhor, O mundo sincero que tanto queremos, O mundo que um dia mudaremos. As coisas que vivemos nos machucam e doem. Mas tudo muda quando sua voz nos chega, Canto livre que me encanta, Voz que me faz sonhar com o verdadeiro amor. Sonhar com você, Minha cabeça em seu ombro, me perdi em seu olhar. Você venceu minha angústia e dor, Sua beleza etérea me conquistou. Inesquecível anjo no azul, a história que eu sonho. Laura, sua beleza fascina, sua voz embala, Você dá sentido quando nada mais parece fazer. Se nos invade a prisão da solidão, Ela não mais existe depois de sua resposta. Queria enxugar sua lágrima, Me ver com você, sendo nós um só. E a doce dor, dói sempre lá dentro. Queria sonhar essa magia com você. Você é tudo que eu vivo e que eu sonho, Te mandei um sinal, penso que é você Quando o telefone toca. Seu perfume, seu murmúrio, seu sorriso, Seu olhar, sua voz chegando onde a dor não vai. Na noite da cidade, mensagens dos mesmos olhos, Do mesmo coração, do mesmo sonho, do mesmo amor. Solidão seria um dia sem você. Amor é o sussurro de sua resposta, A emergência de buscar o amor. O beijo que te roubei naquela chuva, Maior sonho impossível que sonhei. Laura, canta, encanta, faz sonhar. O anjo que eu procurava tinha seu nome, Ele, Laura, era você.
Amanhã, a última Quarta X do ano! Até mais!
Escrito por Escritor às 12h12
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SEGUNDA LITERÁRIA
A Rocha Natalina
Centro de lançamento espacial. Base de Vanderburg, Califórnia. 20 de dezembro, 1:50 h. Cinco dias antes do impacto.
Aquela base militar experimentava uma atividade frenética. O extraordinário e a urgência da situação motivaram o fechamento da base para civis, coisa que não ocorria desde a Guerra Fria. Seis foguetes, ocupando todas as rampas de lançamento disponíveis, estavam recebendo os últimos ajustes. O presidente já dera a permissão de ativar as ogivas nucleares, as mais potentes do inventário. Na Rússia e na China, providências semelhantes estavam sendo tomadas. De madrugada, nas pequenas cidades espalhadas por quilômetros de deserto ao redor da base, várias pessoas foram acordadas pelo troar dos foguetes, e o brilho dos mesmos riscando a noite.
Estação São Bento do metrô. São Paulo, 21 de dezembro, 19:34 h. 4 dias antes do impacto.
Em meio a multidão de gente que entrava e saía dos vagões, ninguém por certo iria reparar naquele sujeito, de perto de trinta anos, que saiu do vagão esbaforido, esbarrando em várias pessoas. Era tão grande a multidão de acotovelando, ao final de mais um dia de trabalho, e tão ostensiva a decoração de Natal que tomava todos os cantos da metrópole, que seguramente ninguém iria reparar nas folhas impressas que o homem trazia na mão, nas quais estava escrito:
O FAROL EDIÇÃO EXTRA
IMENSO ASTERÓIDE APROXIMA-SE DA TERRA, IMPACTO SERÁ NA MEIA NOITE DE NATAL
“Caros leitores, em meio as festas de final de ano, certamente não era esta a notícia que gostaríamos de transmitir-lhes. Mas como nosso mais sagrado preceito segue sendo a verdade, acima de tudo, temos o grave dever de informar-lhes o que se segue. Há cerca de seis meses, foi descoberto um asteróide, designação de 2001AFB5. Apenas essa notícia não seria suficiente para causar alarde nem ao menos nos meios científicos. Mas a grande questão é que tal descoberta está sendo mantida oculta de todas as formas da opinião pública, e nós, da equipe investigativa do Farol, graças a presteza de nossas fontes, sabemos porquê! O motivo, única e exclusivamente, se deve ao fato de que tal asteróide, de perto de seis quilômetros de dimensão máxima, encaminha-se para um choque contra nosso planeta. As estimativas dizem que...”
Roberto, assim que recebeu a edição extra, ainda no trabalho, ficou alarmado. Aliás, a redação inteira do portal onde trabalhava virou um pandemônio. Telefonemas começaram a tocar, e outras redações por todo o Brasil foram contatadas, bem como algumas no exterior. Era uma notícia estarrecedora, e até mesmo aqueles que chamavam o jornal clandestino conhecido como O Farol de jornaleco, e que eram a grande maioria dos profissionais da imprensa brasileira, acabaram levando o texto a sério. “- Maldita hora de o carro estar no mecânico!”, praguejou ele, literalmente correndo pelas ruas do centro de São Paulo, até chegar a avenida São João. Em uma travessa da mesma, estava a BLF Informática. Subiu de elevador até os últimos três andares do prédio, que pertenciam a seus amigos. Sua empresa de segurança e informática, a BLF, utilizava apenas os dois primeiros. O último era território secreto, totalmente vedado aos “não iniciados”, ou seja, aos que não conheciam a outra atividade do trio, editar o maior tablóide clandestino do Brasil, O Farol. Roberto saiu do elevador no último piso, encontrando os amigos ocupados, cada um em um terminal de computador. Leandro, um negro sempre vestido de forma impecável, era um dos maiores hackers do mundo. Quase sempre sério e sisudo, era o cérebro do trio. Batista era o mais alto e mais jovem, e estava de terno também. Provavelmente tivera uma reunião com clientes, e entre os mesmos, sempre aparecia algum figurão de Brasília, pois o trio agora freqüentava o perigoso ambiente da política federal. Franco era o mais velho, e o mais eclético na hora de se vestir. Como agora, em que usava chinelo de dedo, bermuda jeans bem gasta, e camiseta de algodão. Sempre de barba por fazer e de óculos, tinha o humor mais mordaz dos três. Roberto ajeitou os óculos, e não pôde deixar de sorrir. Todos sérios e compenetrados, uma postura totalmente diversa da imagem de malucos e desocupados que muitos dos leitores do Farol faziam deles. Os poucos que sabiam de suas atividades os chamavam de Três Malucos, referência a personagens coadjuvantes de um famosíssimo seriado de tv. O jornalista também era fã da série, e freqüentemente as semelhanças com o trio da ficção e o que estava a sua frente o divertia. Mas aquela notícia não era nada divertida, e sacudindo a edição que imprimira, Roberto perguntou: - Estão muito ocupados? Todos olharam para ele. Leandro apenas fez um sinal com a cabeça, voltando a se concentrar no que fazia. Batista e Franco, por outro lado, levantaram-se e vieram falar com ele. - E aí, muito alvoroço lá na redação? Batista sempre era o mais ansioso, até mesmo meio deslumbrado, dos três. Franco conseguia sorrir. Roberto jogou as folhas numa mesa próxima, largou sobre a mesma sua mochila, e sentou-se na cadeira ao lado. Apoiou o cotovelo na mesa, tirou os óculos, e com a outra mão esfregou os olhos, perguntando:
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Escrito por Escritor às 12h02
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SEGUNDA LITERÁRIA
Continuação...
- Pois bem, quem foi o gênio? - Que gênio, quis saber Batista. - O gênio que mandou essa baboseira para vocês, que a essa altura deve estar rindo muito! Garanto que já mandaram até para o exterior essa edição extra, né? - Portugal e Espanha, disse Batista, e Leandro está finalizando a edição em inglês para Inglaterra e Estados Unidos! Roberto levantou-se, caminhando nervosamente pela sala. Sabia que os Faroleiros, como o trio também era conhecido, costumavam apresentar suas teorias e denúncias embasadas em provas, sempre. Ele lera por cima a matéria extra, parecia tudo muito bem fundamentado, mas... Será que o medo da possível tragédia anunciada já o havia contaminado? Leandro finalmente havia acabado o que estava fazendo, juntando-se aos outros. Após mais alguns instantes de silêncio, Roberto perguntou: - Vocês estão loucos? - Não sei por que pergunta isso, disse Leandro. - Horas, por quê? E todas as suas precauções, para evitar que “eles”, sejam “eles”, que vocês mencionam sempre, quem forem, os localizem? Pô, vocês levam dias, todos os meses, para planejar a distribuição do Farol por todo o território nacional, tanto da versão impressa quanto do newsletter, a fim de não serem localizados... E agora, com essa edição extra, feita as pressas? - Estamos trabalhando nessa edição há seis dias direto, Roberto! As palavras de Franco não serviam como consolo. O jornalista estava nervoso, irritado e preocupado. Finalmente controlou-se, respirou fundo e decidiu que a melhor saída seria dar a situação um enfoque racional. Perguntou: - Está bem, o que vocês têm? Os Faroleiros eram sempre organizados, e com uma rapidez espantosa “puxaram” todas as informações disponíveis, apresentando-as em um grande telão. Um mapa-múndi surgiu, e uma ampla área clara, que começava na costa sudoeste da África, avançava pelo Índico, subindo até o sul da Índia, sudeste asiático e norte do Pacífico, representava a área mais provável de impacto. - Se cair no oceano, disse Leandro, só Deus sabe até onde a massa de água pode avançar. Áreas costeiras em todo o mundo serão inundadas. - Pode dizer adeus a suas férias na praia, amigo, gracejou Franco. Só Batista riu, e Leandro continuou a exposição. Mesmo se o asteróide caísse em alguma vasta região desértica da África, a quantidade imensa de poeira levantada pelo impacto teria o efeito equivalente a um inverno nuclear. Dias e noites se confundiriam, o ciclo vital de incontáveis espécies seria irremediavelmente arruinado, e centenas, senão milhares das mesmas, seriam extintas. A um toque no teclado, o hacker mostrou um diagrama, mostrando o sistema Terra e Lua com respectivas órbitas, e a trajetória do 2001AFB5. A mesma se dava em sentido contrário a dos planetas, e era acentuadamente elíptica. Leandro fez uma seção do gráfico aumentar e se destacar, mostrando a trajetória do asteróide nos próximos dias. - Ele se move a aproximadamente 40.000 km/h, disse. Neste momento, deve estar a pouco menos de 4 milhões de quilômetros de distância. Telescópios, os mais avançados do mundo, estão sendo apontados para ele, buscando identificar seu formato, composição e vulnerabilidades. Batista continuou. De acordo com suas fontes, a história vazara desde a América Latina, provavelmente da equipe do telescópio gigante de Paranal, no Chile. Até mesmo o Hubble, em órbita, era utilizado no esforço internacional. - Internacional, perguntou Roberto. - Claro! Ou acha que o problema é apenas de uma única nação? Evidentemente que, dadas as regiões mais propensas a um impacto, aqueles direitistas que atualmente ocupam o governo norte-americano fizeram pouco dos primeiros alertas dos cientistas, especialmente antes de informações mais confiáveis quanto ao tamanho e trajetória tornarem-se disponíveis. Agora, virou um esforço internacional! - E pensamos que tem ainda mais gente envolvida... Franco disse isso com ar de mistério, despertando a curiosidade de Roberto. O jornalista praticamente exigiu que eles lhe revelassem o que mais sabiam. Leandro novamente tomou a palavra: - Já ouviu falar das características lunares transitórias? - Sim, respondeu Roberto. Crateras lunares que “somem”, lampejos de luz, estranhas emissões de material, por vezes objetos estranhos que poderiam ser ovnis... Alguns dizem que comprovam atividades alienígenas em nossa Lua. - E que melhor lugar para observar nosso planeta, perguntou Batista. - Mesmo que diante de nossos narizes, amigo, retrucou Roberto. - Veja por si mesmo. O mais jovem dos Faroleiros teclou alguns comandos em outro computador, ao mesmo tempo que apontava para uma das inúmeras prateleiras que enchiam o ambiente. Roberto reparou que havia algo faltando naquela destinada a equipamentos de astronomia. Com jeito cínico, perguntou: - Então, essa pequena crise fez com que resolvessem finalmente instalar na cobertura aquele telescópio caríssimo que compraram ano passado? Obviamente, haviam ligado os mais sofisticados equipamentos de imagens ao telescópio. E as imagens obtidas eram enviadas ao computador de Batista. O mesmo manobrou o aparato, apontando-o para a Lua cheia no céu, e em seguida selecionando o modo em que o telescópio seguia nosso satélite. As imagens eram enviadas em tempo real. Roberto olhou para a tela, que mostrava a face da Lua. Batista deu um comando, e a imagem aproximou-se do quadrante superior esquerdo. Mais um comando... e mais outro. Parecia agora que a Lua havia se aproximado tremendamente da Terra, e até as sombras das bordas das crateras eram visíveis. E, em uma das crateras, apareciam traços do que parecia uma intensa atividade. Ali estavam os fachos de luz, objetos voavam de um lado a outro, e até mesmo, unindo dois pontos do lado nordeste da cratera, era visível algo que se assemelhava a uma ponte... A voz de Leandro soou potente, com um tom de leve ironia: - Os dados científicos a que tivemos acesso dão uma chance em cinco de a Lua ser atingida... Roberto ficou sentado na cadeira, absorto. Realmente, os Faroleiros faziam a “lição de casa”. O que lhe restava fazer, diante de dados tão contundentes? Apanhou o celular, e teclou um número. Esperou que surgisse o som da caixa postal, e então desligou. Era o sinal combinado. Restava esperar, enquanto o trio lhe contava o que, segundo o que descobriram, estava sendo feito para tentar evitar o que parecia inevitável.
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Escrito por Escritor às 12h01
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SEGUNDA LITERÁRIA
Continuação...
Sistema experimental de laser militar. Plesetsk, Rússia. 22 de dezembro, 02:53 h.
Aquele sistema de laser era o mais potente do mundo, e ainda um dos mais sofisticados, mesmo o programa, conduzido na base secreta de Sary Shagan, tendo sido abandonado como tantos outros, com o fim da União soviética. As instalações e equipamentos foram transferidos para o outrora secreto cosmódromo de Plesetsk, que vira nascer os mais secretos e importantes projetos espaciais soviéticos. As estações Salyut e Mir, o foguete Energia, os ônibus espaciais Buran 1 e 2... Tempos gloriosos, que traziam um permanente sentimento de saudade aos oficiais e cientistas que ainda trabalhavam ali. Homens que, nos últimos três meses, vinham trabalhando febrilmente. Não apenas porque sua pátria estava novamente sob ameaça. Agora era sobre o planeta inteiro que a sombra da aniquilação pairava, e aquele imenso equipamento da Guerra Fria, responsável pela obliteração de inúmeros satélites norte-americanos de espionagem, era uma das únicas esperanças que restavam. Os computadores calcularam a dispersão atmosférica, o desvio doppler, a trajetória da Terra e do asteróide. Finalmente um botão foi acionado, e um raio potentíssimo foi emitido para o espaço.
Supermercado, proximidades da Praça Panamericana. São Paulo, 22 de dezembro, 19:43 h. Três dias antes do impacto.
Roberto chegou esbaforido, e quase correndo percorreu apressadamente os corredores do supermercado. Finalmente, encontrou o informante, que só havia visto uma vez antes. Não sabia o nome do homem. Esses tipos, como aquele sujeito de voz rouca que hora os ajudava, ora atrapalhava, não costumavam revelar suas identidades. Mas o fato é que aquele informante, com uma semelhança física assombrosa com o cantor Renato Russo, sempre lhe confiara informações valiosas. Vestia-se de forma absolutamente comum, camiseta, calça jeans e tênis surrados. Quando o jornalista o encontrou, estava escolhendo entre duas marcas de vinho tinto. - O fim do mundo podendo acontecer nos próximos dias, e você aqui, fazendo compras? As vezes, acho que nenhum de vocês têm sentimentos! O homem sorriu perante a pergunta de Roberto, colocou a garrafa escolhida no carrinho de compras, e respondeu: - Não é desculpa para deixarmos de viver nossas vidas, caro Roberto! E olhe ao redor, a maioria das pessoas parece concordar comigo! - Isso porque a grande imprensa ainda não está tratando do assunto! O homem empurrou o carrinho, obrigando Roberto a segui-lo, enquanto dizia: - Talvez se interesse em saber que na Rússia, na madrugada de hoje, foi disparado um potente laser para tentar destruir ou mudar o curso do asteróide. - Tenho amigos que me disseram isso, sim. O tal laser seria disparado do cosmódromo de Plesetsk. - Duvido, porém, que seus amigos saibam que idêntica tentativa foi feita, horas mais tarde, de uma unidade de pesquisa de energia em Nevada, Estados Unidos, um lugar conhecido como Área 51. Roberto ficou em silêncio, e olhando para ele com olhar que parecia triste, o homem disse: - Ambas as tentativas falharam. Roberto sentiu um suor frio tomar conta de sua nuca. Incomodado, fez menção de virar as costas e ir embora. Mas resistiu, embora não soubesse o que falar. Afinal, disse: - E o que mais está sendo feito? O homem agora tentava decidir-se entre algumas marcas de chocolate, examinando grandes barras do produto. “Gosto muito de fondue no Natal”, disse ele. Finalmente, respondeu: - Aquele asteróide avança em direção a Terra cerca de pouco menos de um milhão de quilômetros por dia. Além de utilizar parte de seu arsenal nuclear, não restam muitas opções para as potências mundiais. - E as tais armas secretas, até mesmo aquelas obtidas pela reengenharia de naves alienígenas capturadas? Decerto não tenho que lembrar-lhe de Roswell, ou até mesmo de Varginha! O homem riu, colocou duas barras de chocolate no carrinho, e disse: - Caro Roberto, superestima o que os projetos secretos militares podem fazer. Bem, não tentarei enganá-lo dizendo que “veículos recuperados disponíveis para pesquisas”, como disse o bom almirante Bobby Ray Inman há alguns anos, não existem! Mas devo lembrá-lo que desenvolver novos ramos da ciência, necessários para tais estudos, demandam um bom tempo... Tudo fica ainda mais complicado devido a necessidade do segredo militar. O homem pôs a mão no ombro de Roberto, dizendo: - Se quer um conselho, desfrute a noite de Natal em companhia de sua família. Não se sabe o que pode acontecer depois, e esse é um privilégio que eu não tenho! - E o que alguns astrônomos amadores espalhados pelo mundo têm espalhado pela internet? Evidências de intensa atividade na Lua, que os céticos afirmam serem fenômenos lunares transitórios, mas que parecem apontar para uma presença alienígena no satélite? O informante virou-se para ele, respondendo: - Ao contrário do que pensa, Roberto, existem limites para as informações que chegam a meu conhecimento. Decerto isso é verdade para um certo colega que seguramente conheceu, dotado de uma voz rouca... O fato é que não sabemos o que pensar dessas... atividades. Se fizer muita questão, posso tentar obter mais alguma coisa, mas já adianto que será muito difícil. Ele virou as costas e saiu andando tranqüilamente, empurrando seu carrinho de compras. Roberto ainda insistiu: - É isso, estamos condenados? E para quê tantos segredos, então, em torno de uma tecnologia tão secreta que está se revelando inútil!? O homem virou-se uma última vez, e respondeu: - Nunca conhecerá as expressões de absoluto terror que vi em inúmeros rostos nos últimos dias, nesse meu ramo! Já se esqueceu do que nosso amigo americano em comum lhe disse? Toda a sensação de segurança de que desfrutam os poderosos não significa absolutamente nada! E agora todos os poderosos do mundo estão sentindo isso! Ele aproximou-se, e acrescentou em voz baixa: - Se quer saber, isso me preocupa muito mais que o asteróide! O homem deu-lhe as costas e dobrou a esquerda no final do corredor. Roberto não mais o viu.
Os contos e outros textos publicados na Segunda Literária são de autoria de Renato A. Azevedo, e é vedada cópia ou reprodução sem a prévia autorização do autor. Contato pelo email escritorcomr@uol.com.br . Na próxima Segunda Literária, a conclusão! Até mais!
Escrito por Escritor às 12h00
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